Mostrar mensagens com a etiqueta artesã. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta artesã. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 22 de maio de 2012

FOMOS AO MUSEU DE ETNOLOGIA...

REUNIR COM A ARTESÃ ISABEL BORDALEIRO

Quarta-feira, 16 de Maio, a equipa FOR reuniu com Isabel Bordaleiro, uma das maiores artesãs do têxtil em Portugal. A reunião aconteceu no Museu da Etnologia, no Restelo, onde a artesã trabalha em conjunto com as suas alunas na oficina que lecciona.


Ficámos simplesmente maravilhados quando entrámos no espaço do museu que, amavelmente, acolhe Isabel e o seu trabalho e vimos a enorme quantidade de teares manuais que ali se encontram ao dispor da sua oficina. 
Mais surpreendente ainda foi saber que todos esses teares pertencem a Isabel e ver o trabalho único que a mesma faz.
Após explicarmos a nossa ideia e o projecto que temos vindo a delinear para a tornar realidade, Isabel prontificou-se a colaborar connosco.

A melhor notícia do dia foi saber que temos do nosso lado uma grande artesã e que porá à disposição da marca FOR as melhores peças têxteis que se produzem por cá segundo as técnicas antigas :)
Aqui ficam mais algumas fotografias dos teares e do espaço.
 



 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

ROSA RAMALHO - UMA ARTESÃ PORTUGUESA



Rosa Ramalho (1888-1977) é o nome artístico de Rosa Barbosa Lopes, barrista e figura emblemática da olaria tradicional portuguesa.

Rosa Ramalho nasceu a 14 de Agosto de 1888 na freguesia de Santa Maria de Galegos (concelho de Barcelos). Filha de um sapateiro e de uma tecedeira, casou-se aos 18 anos com um moleiro e teve sete filhos.
 

Aprendeu a trabalhar o barro desde muito nova, mas interrompeu a actividade durante cerca de 50 anos para cuidar da família. Só após a morte do marido, e já com 68 anos de idade, retomou o trabalho com o barro e começou a criar as figuras que a tornaram famosa.
Enquadrada na tentativa de propaganda do Estado Novo, premiada no pós-25 de Abril, foi admirada por artistas, políticos, actores e personalidades dos mais diversos quadrantes.
As suas peças simultaneamente dramáticas e fantasistas, denotadoras de uma imaginação prodigiosa, distinguiam-na de outros barristas e oleiros e proporcionaram-lhe uma fama que ultrapassou fronteiras.


Foi a António Quadros que se deveu a descoberta de Rosa Ramalho pela crítica artística e a sua divulgação nos meios ditos "cultos".
A sua fama ultrapassa as feiras de Barcelos e chega ao Porto. Primeiro com a divulgação efectuada por António Quadros e em seguida, numa exposição colectiva organizada na Galeria Alvarez, do Porto, em 1956.
 

Desde então, grupos de estudantes dirigiam-se, às quintas-feiras, a Barcelos para visitarem a ceramista que não sabia sequer assinar o seu nome nas peças.
Segundo Júlia Ramalho, neta Rosa Ramalho, “a minha avó dizia que via demónios e contava-me histórias de feiticeiras e eu acreditava em tudo”.
É assim que se recorda desta personagem que marcou a cena artística portuguesa entre o final da década de 50 até ao seu falecimento, em 1977.